Barros



CRONOLOGIA:

1916 - Nasce Manoel Wenceslau Leite de Barros, em 19 de dezembro, no Beco da Marinha, em Cuiabá (MT), segundo filho de João Leite de Barros e Alice Pompeu Leite de Barros. Após dois meses, a família fixa residência em Corumbá e logo em seguida em uma fazenda na Nhecolândia, no Pantanal mato-grossense.

1922 - Começa a ser alfabetizado pela tia, Rosa Pompeu de Campos. 

1925-1928 - Completa os estudos primários em um internato em Campo Grande.

1928-1934 - Muda-se para o Rio de Janeiro para fazer os estudos ginasiais e secundários em regime de internato no Colégio São José, dos maristas. Lê os clássicos da literatura portuguesa e francesa, e descobre sua paixão e vocação para a poesia nos Sermões do padre Antônio Vieira. Lê Baudelaire, Rimbaud e Oswald de Andrade.

1929 - Nasce Abílio Leite de Barros, em Corumbá, o último dos cinco irmãos de Manoel. Antes dele, Antonio Pompeo Leite de Barros, nascido em 1915; Ana Maria Leite de Barros, em 1919; Neuza Leite de Barros, em 1920; e Eudes Leite de Barros, em 1926.

1934 - É aprovado para o curso de Direito. Influenciado por Camões, escreve cerca de 150 sonetos. Entra em contato com a obra de autores modernistas como Raul Bopp, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.

1935 - Filia-se ao Partido Comunista, do qual se desliga em 1945, após a aliança de Luís Carlos Prestes com o poder encarnado na figura de Getúlio Vargas. Participa de atividades clandestinas na Juventude Comunista e tem o manuscrito de seu primeiro livro, Nossa Senhora da Minha Escuridão, apreendido e destruído pela polícia política do Estado Novo.

1937 - Publica seu primeiro livro de poesia, Poemas concebidos sem pecado, em edição artesanal, com o apoio de Henrique Vale, no Rio de Janeiro.

1940-1941 -   Forma-se em direito. Vai para o Mato Grosso, e recusa a direção de um cartório - em Corumbá - oferecido pelo pai. Atua como advogado junto ao Sindicato dos Pescadores. Retorna ao Rio de Janeiro.

1942 - Publica Face imóvel.

1943-1945 - Viaja a Nova York, onde frequenta cursos de cinema e pintura no MoMA. Conhece Poeta em Nueva York, de García Lorca, e a obra de poetas e escritores de língua inglesa, como T. S. Eliot, Ezra Pound e Stephen Spender. Viaja pela América do Sul (Bolívia e Peru) e pela Europa (Roma, Paris, Lisboa). 

1946-1947 - Retorna do exterior, conhece e se casa com Stella dos Santos Cruz, com quem teve três filhos: Pedro Costa Cruz Leite de Barros, em 1948; Martha Costa Cruz Leite de Barros, em 1951; e João Wenceslau Leite de Barros, em 1955.

1949 - Falece seu pai, João Wenceslau de Barros.

1956 - Publica Poesias.

1958-1959 - Herda fazenda no Pantanal mato-grossense. A conselho da esposa, decide retornar com a família para o Mato Grosso para administrar a propriedade na atividade de pecuarista.

1960 - Com um livro inédito conquista o Prêmio Orlando Dantas, do Diário de Notícias, do Rio de Janeiro. Estavam no júri os escritores Adonias Filho, Homero Homem e Ledo Ivo.

1961 - Publica Compêndio para uso dos pássaros, premiado no ano anterior, com desenhos de João, seu filho, então com cinco anos, na capa e contracapa. 

1962-1963 - Alguns registros biográficos informam que Barros se encontra no Pantanal com João Guimarães Rosa, mantendo outros encontros no Itamaraty. Outros registros informam que tal encontro entre eles teria sido nos anos 1940. Tais informações parecem estar no âmbito da mitologia, não tendo realmente ocorrido.

1969 - Publica Gramática expositiva do chão. O livro conquista o Prêmio Nacional de Poesia, em Brasília, e o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal. Algumas biografias trazem 1966 como o ano do prêmio e da publicação.

1974 - Publica Matéria de poesia, com orelha à guisa de apresentação por Antônio Houaiss. Além de Houaiss, passa a ser lido e comentado por escritores como Millôr Fernandes, Fausto Wolff, João Antônio e Ismael Cardim. Responde entrevistas por escrito.

1982 - Publica Arranjos para assobio, com capa de Millôr Fernandes. É premiado pela APCA, a Associação Paulista de Críticos de Arte. Algumas biografias trazem 1980 como o ano do livro e do prêmio. Em 1982, Millôr Fernandes publica poemas de Manoel de Barros na revista Istoé.

1984 - Falece sua mãe, Alice Pompeu Leite de Barros.

1985 - Publica Livro de pré-coisas (roteiro de uma excursão poética pelo Pantanal).

1986 - Estreia o filme Caramujo-flor, de Joel Pizzini, uma espécie de documentário poético-ficcionalizado do poeta. O filme vence o Festival de Cinema de Brasília.

1988 - A revista espanhola El Passeante publica entrevista e poemas de Manoel de Barros em número especial sobre o Brasil.

1989 - Publica O guardador de águas. Receberá no ano seguinte o Jabuti por esse livro.

1990 - Publica Gramática expositiva do chão (poesia quase toda). A edição tem prefácio de Berta Waldman, ilustrações de Poty e inclui todos os livros de poesia de Manoel publicados até o momento, e uma coleta de entrevistas concedidas por Barros. Recebe diversos prêmios: Prêmio Jabuti na categoria Poesia, por O guardador de águas; Grande Prêmio APCA de Literatura; e Prêmio Jacaré de Prata, da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul, como melhor escritor do ano.

1991 - Publica Concerto a céu aberto para solos de ave, com capa e vinhetas de Siron Franco.

1993 - Com capa de Millôr Fernandes, publica O livro das ignorãças, em duas edições: uma edição comercial e outra de 300 exemplares, numerados e assinados pelo autor, para a Sociedade dos Bibliófilos do Brasil. Egberto Gismont lança o CD Música dde sobrevivência, com textos de Manoel de Barros.

1996 - Publica Livro sobre nada, com capa e ilustrações de Wega Nery. A Sociedade dos Bibliófilos do Brasil, sob curadoria e apresentação de José Mindlin, publica a antologia O encantador de palavras, com ilustrações de Siron Franco. A revista alemã Alkzent publica Das Buch der Unwissenheiten, tradução de Kurt Meyer Clason de O livro das ignorãças. Recebe o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional, por O livro das ignorãças. Passa a ser publicado pela Editora Record, com as capas sendo feitas pela artista Martha Barros, sua filha.

1997 - Recebe o Prêmio Nestlé de Literatura, por Livro sobre nada.

1998 - Publica Retrato do artista quando coisa, com capa e ilustrações de Millôr Fernandes. Recebe o Prêmio Nacional de Literatura, do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra.

1999 - Publica o livro infantil Exercícios de ser criança, ilustrado com bordados de Antônia Zulma Diniz, Ângela, Marilu, Martha e Sávia Dumont sobre desenhos de Demóstenes Vargas.

2000 - Publica Ensaios fotográficos. É lançada em Portugal a antologia O encantador de palavras. Recebe diversos prêmios: Prêmio Cecília Meireles, do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra; Prêmio Pen Clube do Brasil de melhor livro de poesia; Prêmio ABL de Literatura Infantil e Prêmio Odylo Costa Filho, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, por Exercícios de ser criança.

2001 - Publica Tratado geral das grandezas do ínfimo. Publica o livro infantil O fazedor de amanhecer, com ilustrações de Ziraldo.

2001-2004 - O governo de Mato Grosso do Sul e a Sanesul, empresa de saneamento do Estado, publicam a antologia Águas em diversas versões.

2002 - Recebe o Prêmio Jabuti, na categoria Livro do Ano - Ficção, por O Fazedor de amanhecer. É lançada, em Málaga, Espanha, a edição bilíngue Todo lo que no invento es falso (Antología), com tradução e prefácio de Jorge Larrosa.

2003 - Publica Memórias inventadas: a infância e o livro infantil Cantigas por um passarinho à toa, com ilustrações de Martha Barros. Publica na França La parole sans limites (une didactique de l’invention), tradução de Celso Libânio, e O livro das ignorãças, com ilustrações de Cícero Dias e capa de Martha Barros.

2004 - Publica Poemas Rupestres. Recebe o Prêmio Odylo Costa Filho, da FNLIJ, por Cantigas por um passarinho à toa.

2005 - É publicado na Espanha, em catalão, o livro Riba del dessemblat: Antologia poética, com tradução e prólogo de Albert Roig. Recebe o Prêmio APCA de Literatura na categoria Poesia, por Poemas rupestres.

2006 - Publica Memórias inventadas: a segunda infância, com ilustrações de Martha Barros. Recebe o Prêmio Nestlé de Literatura, por Poemas rupestres. Concede aos pesquisadores Francesca Degli Atti (Università del Salento, Lecce, Itália), Kelcilene Grácia-Rodrigues (UFMS, Três Lagoas) e Rauer Ribeiro Rodrigues (UFMS, Corumbá) a entrevista “Nas raízes da memória”.

2007 - Publica o livro infantil Poeminha em Língua de Brincar, com ilustrações de Martha Barros. É publicado em Portugal Compêndio para uso dos Pássaros – Poesia reunida, 1937-2004. Morre seu filho, João Wenceslau Leite de Barros.

2008 - Publica Memórias inventadas: a terceira infância, com ilustrações de Martha Barros. Este livro conquista o Prêmio APCA de Literatura na categoria Memória. O curta-metragem Wenceslau e a árvore do gramofone, de Adalberto Müller e Ricardo Carvalho, estreia em Brasília, no 41º Festival de Cinema.

2009 - Recebe o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen, atribuído pela Câmara Municipal de São João da Madeira e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), por Compêndio para uso dos Pássaros – Poesia reunida, 1937-2004. Estreia o documentário de Pedro César, Só dez por cento é mentira.

2010 - Publica Menino do Mato. Publica Poesia Completa no Brasil e em Portugal. Recebe o Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura como melhor artista do ano.

2011 - Publica Escritos em verbal de ave.

2012 - Recebe o Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif 2012 de Criação Literária, Lisboa, por Poesia completa e o Prêmio ABL de Poesia, por Escritos em verbal de ave.

2013 - Publica seu último poema, A turma. Morre seu filho Pedro Costa Cruz Leite de Barros.

2014 - Falece em 13 de novembro de 2014, em Campo Grande (MS).




Obras – Primeiras Edições

POESIA:

·         1937 - Poemas concebidos sem Pecado

·         1942 — Face imóvel

·         1956 — Poesias

·         1961 — Compêndio para uso dos pássaros (Prêmio Orlando Dantas de 1960); (Desenhos de João, filho do autor, então com 5 anos, na capa e contracapa)

·         1969 — Gramática expositiva do chão

·         1974 — Matéria de poesia

·         1982 — Arranjos para assobio (Capa de Millôr Fernandes)

·         1985 — Livro de pré-coisas (Ilustração da capa: Martha Barros)

·         1989 — O guardador de águas

·         1990 — Gramática expositiva do chão (Poesia quase toda) (Introdução por Berta Waldman; ilustrações por Poty)

·         1991 — Concerto a céu aberto para solos de aves (Capa de Ricardo Gosi sobre foto de Siron Franco e vinhetas de Siron Franco)

·         1993 — O livro das ignorãças

·         1996 — Livro sobre nada (Ilustrações de Wega Nery)

·         1996 — O encantador de palavras (Ilustrações de Siron Franco)

·         1998 — Retrato do artista quando coisa (Ilustrações de Millôr Fernandes)

·         1999 — Para encontrar o azul eu uso pássaros (Com fotos de Asa Roy e Osmar Onofre)

·         2000 — Ensaios fotográficos (Ilustrações de Martha Barros)

·         2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo (Ilustrações de Martha Barros)

·         2001-2004 — Águas (antologia, em diversas versões)

·        2004 — Poemas Rupestres (Ilustrações de Martha Barros)

·         2010 — Menino do Mato (Capa de Martha Barros)

·         2010 — Poesia Completa (Capa de Martha Barros); [Não inclui os três livros da série Memórias inventadas]

·         2011 — Escritos em verbal de ave

·         2013 — Portas de Pedro Viana

·         2015 — Meu quintal é maior que o mundo (Antologia; seleção de poemas por Martha Barros)

·         2015 — Arquitetura do silêncio (Antologia, com fotos de Adriana Lafer)



POEMA EM PROSA:

·         2003 — Memórias inventadas – A infância (Iluminuras de Martha Barros)

·         2006 — Memórias inventadas – A segunda infância (Iluminuras de Martha Barros)

·         2008 — Memórias inventadas – A terceira infância (Iluminuras de Martha Barros)

·         2010 — Memórias inventadas – As infâncias de Manoel de Barros (Iluminuras de Martha Barros); [Reunião dos três livros da série Memórias inventadas]



INFANTIS:

·         1999 — Exercícios de ser criança (Ilustrado com bordados de Antônia Zulma Diniz, Ângela, Marilu, Martha e Sávia Dumont sobre desenhos de Demóstenes Vargas)

·         2001 — O fazedor de amanhecer (Ilustrado por Ziraldo)

·         2001 — Poeminhas pescados numa fala de João (Com imagens de Ana Raquel)

·         2003 — Cantigas por um passarinho à toa

·         2007  Poeminha em língua de brincar (Ilustrações de Martha Barros)

·         2007  Memórias inventadas para crianças (Com iluminuras de Martha Barros)




NO EXTERIOR:



ALEMANHA:

1996 — Das Buch der Unwissenheiten – Tradução de Kurt Meyer Clason, de O livro das ignorãças. Edição da revista alemã Akzente, da cidade de Konstanz.

2013 — Gesang des Dickichts [Canto do Mato] – Tradução e fotos de Britta Morisse Pimentel. Artigos ou resenhas por Kelcilene Grácia-Rodrigues, Paulo de Medeiros, Walnice Nogueira Galvão, Helena Carvalhosa, Sofia Mariutti e Britta Morisse Pimentel. Frankfurt, Editora TFM.



ESPANHA:

2002 — Todo lo que no invento es falso – Antologia; tradução e prefácio de Jorge Larrosa. Málaga, Editora CEDMA (Centro de Ediciones de la Disputación de Málaga).

2005 — Riba del dessemblat (Antologia Poética). Ed. Catalã. Tradução e prólogo de Albert Roig. Palma de Mallorca, Lleonard Muntaner, Editor. 

20011— Seis o trece cosas que aprendi solo. Seis ou treze coisas que aprendi sozinho, poema de Manoel de Barros. Traducción al español/castellano por Adrian'dos Delima. In: < http://partidodoritmo.blogspot.com.br/2011/10/seis-ou-treze-coisas-que-aprendi.html >, acesso em 28/2/2017.



ESTADOS UNIDOS:

2010 — Birds for a demolition, Editora Carnegie-Mellon University Press.



FRANÇA:

2003 — La Parole sans LimitesUne Didactique de lInvention [O Livro das Ignorãças]. Édition Bilingue. Tradução e apresentação Celso Libânio. Ilustração Cicero Dias. Paris: Éditions Jangada.



ITÁLIA:

2014 — Il libro sul nulla, Editora Oedipus.



PORTUGAL:

2000 — Encantador de Palavras. Organização e seleção Walter Hugo Mãe. Vila Nova de Famalicão: Editora Quasi.

2007 — Compêndio para uso dos pássaros - Poesia reunida, 1937-2004. Vila Nova de Famalicão: Editora Quasi.

2011 / 2016 — Poesia completa (2011, Editorial Caminho; 2016,  Editora Relógio d'água ─ Este livro traz os seguintes títulos: "Poemas concebidos sem pecado" "Face imóvel" "Poesias" "Compêndio para uso dos pássaros" "Gramática expositiva do chão" "Matéria de poesia" "Arranjos para assobio" "Livro de pré-coisas" "O guardador de águas" "Concerto a céu aberto para solos de ave" "O livro das ignorãças" "Livro sobre nada" "Retrato do artista quando coisa" "Ensaios fotográficos" "Tratado geral das grandezas do ínfimo" "Poemas rupestres" "Menino do mato" "Exercícios de ser criança" "O fazedor de amanhecer" "Cantigas por um passarinho à toa" "Poeminha em Língua de brincar").




PRÊMIOS:

·         1961 — Prêmio Orlando Dantas, do Diário de Notícias, com o livro Compêndio para uso dos pássaros;

·         1966 — Prêmio Nacional de poesias, com o livro Gramática expositiva do chão;

·         1969 — Prêmio Nacional de Poesia, da Fundação Cultural do Distrito Federal, com o livro Gramática expositiva do chão;

·         1990 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Poesia, pelo livro O guardador de águas;

·         1990 — Prêmio Jacaré de Prata, da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul, como melhor escritor do ano;

·         1990 — Grande Prêmio APCA de Literatura;

·         1996 — Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional, pelo Livro das ignorãnças; 

·         1997 — Prêmio Nestlé de Poesia, por Livro sobre nada;

·         1998 — Prêmio Nacional de Literatura, do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra;

·         2000 — Prêmio Odilo Costa Filho, da Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro Exercício de ser criança;

·         2000 — Prêmio Academia Brasileira de Letras, com o livro Exercício de ser criança;

·         2000 — Prêmio Cecília Meireles, do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra;

·         2000 — Prêmio Pen Clube do Brasil pelo melhor livro de poesia do ano;

·         2002 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, pelo O fazedor de amanhecer;

·         2004 — Prêmio Odylo Costa Filho, da FNLIJ, por Cantigas por um passarinho à toa;

·         2005 — Prêmio APCA 2004 de melhor livro de poesia, com o livro Poemas rupestres;

·         2006 — Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Poemas rupestres.

·         2008 — Prêmio APCA de Literatura na categoria Memória por Memórias inventadas: a terceira infância.

·         2009 — Recebe o Prêmio Sophia de Mello Breyner Andresen, atribuído pela Câmara Municipal de São João da Madeira e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), por Compêndio para uso dos Pássaros – Poesia reunida, 1937-2004.

·         2010 — Recebe o Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura como melhor artista do ano.

·         2012 — Recebe o Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif 2012 de Criação Literária, Lisboa, por Poesia completa.

·         2012 — Prêmio ABL de Poesia, por Escritos em verbal de ave.